A importância da musicoterapia

Um artigo do Instituto de Pesquisa e Estudos Musicais.


Não é incomum as pessoas colocarem determinadas músicas para melhorar um determinado ambiente, seja numa festa, seja na espera de uma consulta ou também utilizar os fones de ouvido para ir ao trabalho.


Esse poder da música de melhorar nosso humor em determinados momentos e aliviar estresse, angústia, ansiedade e preocupações em momentos do nosso dia a dia é fantástica! Sem perceber, ao colocar uma música com essas finalidades, você já está sendo beneficiado (em maior ou menor grau) da musicoterapia. Mas, o que é a musicoterapia?


“Musicoterapia – O uso da música para curar, aliviar ou estimular. É conhecido desde a mitologia antiga e, tem sido usada cada vez mais no tratamento de deficiências, tanto físicas quanto mentais e, de perturbações emocionais, apesar de haver poucos trabalhos teóricos que expliquem sua eficácia. Dos elementos da música, reconhece-se que o ritmo é o fator terapêutico vital, em virtude de seu poder de concentrar energia e dar estrutura a percepções de ordem temporal. A música já estimulou no paciente passivo ou introspectivo uma reação mais alerta; Serviu para fazer com que pacientes emocionalmente perturbados se tornassem mais acessíveis; enquanto que, para as deficiências físicas, pode ser usada para organizar a gradação e sequência de pequenos objetivos, na aquisição de habilidades e controle muscular; e, nos casos de deficiência mental, pode ajudar na aquisição de conceitos elementares. Crianças mentalmente deficientes e autistas, geralmente, reagem à música quando tudo o mais falhou. A música é veículo expressivo para o alívio da tensão emocional, superando a dificuldade de fala e de linguagem. A terapia musical foi usada para melhorar a coordenação motora nos casos de paralisia cerebral e distrofia muscular. Também é usada para ensinar controle de respiração e da dicção nos casos em que existe distúrbio da fala.” (SADIE, Stanley. Dicionário Grove de Música. 1994, p.638).


Existem várias abordagens de tratamento da musicoterapia: o paciente pode ser passivo, isso quer dizer, somente escutar o musicoterapeuta tocar, ou pode ser um paciente ativo, tocando e explorando a música junto com o musicoterapeuta. As sessões de musicoterapia também podem ser feitas individualmente ou em grupo.


A musicoterapia traz diversos benefícios contra doenças cardíacas, AVC, Alzheimer, Ansiedade, Gagueira, Autismo, entre outras. Mas a pergunta é: Por que a musicoterapia é tão eficiente? Para responder essa pergunta é necessário entender um pouco de como a música funciona no nosso cérebro.


Seja tocando um instrumento ou somente escutando uma música, diversas áreas do nosso cérebro são ativadas como: corpo caloso, córtex sensorial, córtex auditivo, córtex motor, córtex pré-frontal, córtex visual, córtex visual, cerebelo, hipocampo, amígdalas.


Um estudo em 2014 publicado na revista PLoS One, constatou que todas essas regiões do cérebro realmente foram ativadas ao escutar uma música. Possibilitou ainda, a constatação que, no momento que estamos tocando um instrumento e improvisando uma música, o cérebro funciona muito similar como se estivéssemos conversando oralmente com outra pessoa. Além disso, a música ativa também, áreas responsáveis pela memória (exemplo: hipocampo). Por esses motivos a música tem um grande poder para curar e trazer grandes benefícios para o paciente através da musicoterapia.


IPEM - Instituto de Pesquisa e Estudos Musicais.

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