Risco de suicídio e cuidados de enfermagem no Setor Amarelo

As tentativas e o risco de suicídio sofreram aumento no mundo todo durante o período de pandemia. Mesmo depois, fala-se em uma terceira onda da pandemia, fruto de sequelas econômicas e emocionais, na qual o risco de suicídio e depressão é o principal ponto a ser vistos na população.




Assim, temos, mesmo antes do advento da pandemia causada pelo novo coronavírus, uma proporção epidêmica de risco e tentativas e suicídios completados, tanto no Brasil quanto em todo o mundo.


O recém-inaugurado Setor Amarelo da Clínica da Gávea vem ao encontro da necessidade de acolhimento especializado de pessoas que tenham esse risco mais iminente. São oito leitos com observação total nas 24 horas, com normas e protocolos de segurança constantes. A enfermagem atua na linha de frente no tratamento e no cuidado, priorizando a segurança e o conforto da pessoa que procura ajuda nesse momento tão crucial.


Estamos a maior parte do tempo ao lado do paciente, temos a oportunidade de identificar sinais de alerta de suicídio e prevenir o comportamento suicida. As avaliações dos riscos são feitas através da observação vigilante, desde supervisão 24 horas, municiados de escuta próxima, do suporte, e também por escalas de avaliação diárias.


Neste contexto, a enfermagem é quem mais tem contato com os pacientes.

A equipe interdisciplinar da Clínica da Gávea traça estratégia e planos de cuidados individuais e específicos para cada paciente, desenvolvendo protocolos e capacitações para todos os funcionários envolvidos nessa missão tão gratificante, para nós, que é a de salvar vidas e ajudar na tarefa de melhorar a qualidade de vida dos pacientes.


Carlos Eduardo.

Chefe de Enfermagem da Clínica da Gávea.