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A saúde mental das mulheres

O sofrimento psíquico pode acometer todas as pessoas, mas os impactos provenientes dele atingem de maneiras diferentes os mais variados grupos.



Quando falamos de saúde mental é preciso levar em consideração também os fatores sociais que atravessam e determinam o tema, como classe social, gênero, etnia, acesso à educação, moradia, alimentação, trabalho, dentre outros.


Sob a perspectiva de gênero, os dados de saúde mental são preocupantes.

Segundo a Mental Health Foundation, um estudo realizado no Reino Unido em 2016 apontou que uma em cada cinco mulheres entre 16 e 25 anos sofria apresentava sofrimento psíquico. No Brasil, um estudo realizado em 2020 pelo Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP mostrou que as mulheres foram as mais afetadas psicologicamente durante a pandemia da Covid-19, apresentando 40,5% de sintomas de depressão, 34,9% de ansiedade e 37,3% de estresse.


A Organização Mundial de Saúde considera que uma série de fatores leva à sobrecarga mental, física e emocional das mulheres, expondo-as a um risco ainda maior de sofrimento psicológico.


Provedoras da maioria dos lares brasileiros, as mulheres sofrem com terríveis desigualdades salariais, desvalorização profissional, menores oportunidades no mercado de trabalho, responsabilidade incessante pelo cuidado de outras pessoas, entre outros fatores. Além disso, estão expostas a números assustadores de violência doméstica, violência sexual e feminicídio.


Todos esses fatores impactam de maneira negativa a saúde mental das mulheres, e quando falamos de mulheres negras e periféricas os obstáculos são ainda mais acentuados, por isso é imprescindível fortalecer a conscientização individual e políticas sociais específicas que possam contribuir para a saúde mental e qualidade de vida das mulheres.


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