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Saúde mental de crianças e adolescentes e o fim de ano escolar: Como podemos ajudar nossos jovens?

O fim de ano costuma provocar em todos nós o desejo de fazer um balanço dos últimos meses. Essas reflexões sobre o que fizemos ou deixamos de fazer podem gerar sentimentos de inadequação, frustração e tristeza. Além disso, as festas de fim de ano podem nos lembrar de momentos mais felizes, assim como de familiares e amigos que já não estão mais conosco. Esses sentimentos costumam ser descritos por todos como a famosa “depressão de fim de ano”.


Mais facilmente reconhecível entre os adultos, o fim de ano costuma trazer também desafios para a saúde mental de jovens e crianças, com o agravante de que os mais novos costumam ter mais dificuldade para compreender o que estão sentindo e pedir ajuda.


O fim do ano escolar costuma aterrorizar muitos adolescentes e crianças. A pressão sentida pelos jovens nesse momento do ano vem do medo de não conseguirem cumprir com as expectativas colocadas pelos adultos, e repetir de ano, por exemplo, se torna um fantasma mais assustador do que qualquer filme de terror. Além do pânico em não cumprir com o que se espera, jovens que estão mais próximos de deixar a escola lidam com as incertezas com relação ao futuro, e com a pressão ainda maior que vem junto com o vestibular.


Como se esse cenário já não fosse desafiador o suficiente, a infância e a adolescência já são por si só momentos-limite com relação à explosão hormonal, mudanças corporais e comportamentais, e intenso aprendizado.

Diante desses desafios, como os pais e responsáveis podem auxiliar crianças e jovens a terem mais qualidade de vida e bem-estar?


De acordo com a UNICEF, para auxiliarmos nossos jovens é fundamental um esforço coletivo de nossa sociedade. Em primeiro lugar, é imprescindível que pais, responsáveis e professores sejam preparados para abordar o tema da saúde mental como parte da saúde integral de uma pessoa, incentivando-a sempre. É necessário também que pais e responsáveis invistam na saúde mental de crianças e adolescentes, assim como é importante que a escola consiga garantir o adequado acesso a essas ferramentas em seu ambiente. É preciso também que os adultos cuidem adequadamente da própria saúde mental, buscando o auxílio adequado e conseguindo criar um ambiente familiar acolhedor e atencioso. Além disso, promover o diálogo sobre saúde mental entre os próprios jovens também traz enormes benefícios, uma vez que assim deixamos de tratar o tema como tabu.

Saúde mental é coisa séria, e promover o bem-estar e a qualidade de vida de crianças e adolescentes é fundamental para uma sociedade melhor.


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